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domingo, 8 de janeiro de 2012

domingo, 18 de dezembro de 2011

Poeta: Pedro Stiehl - Rastilho

Desejo a loucura que desconheces
onde pousam tuas aves selvagens
depois de alcançarem voo da inocência.

Desejo o rastilho de teu riso
que incendeia o inferno quando de alegria
e pacifica o céu quando gozo.

Desejo o definitivo
como o homem primitivo
desejou as deusas
que nunca existiram

E eu faria existir.

Pedro Stiehl, O livro das Franquezas Humanas

Poeta: Pedro Stiehl - Incendiar

Toma este homem em tuas mãos.
Deita-o sobre teu ventre
altar e pira de sacrifícios
consagra seu coração e sua alma
com teu sorriso
santifica-o com teu suor
enobrece-o com teu prazer

E se ele não virar cinzas em teu regaço incendiado
Esqueça.

Pedro Stiehl, O livro das Franquezas Humanas.

Poeta: Pedro Stiehl - O Infinito No Teu Olho

O universo espelha
minha insignificância
singular partícula
a meditar sobre si mesma

No teu olho bonito
imagem tua me vem dar
o reflexo do infinito
que é me conquistar.

Pedro Stiehl, O livro das Franquezas Humanas.

Poeta: Pedro Stiehl - O Mesmo Nada

Deixem-me existir como quem cala qualquer clamor pela vida.
Quero ser mais forte que a memória dizer sim a tudo a que me nego e começar outro homem do nada a que me entrego.

Pedro Stiehl, O livro das Franquezas Humanas.